TRADUTOR

26 janeiro 2011

A Imunodeficiência

Os meses passavam, os exames continuavam e não obtínhamos nenhum diagnóstico, com isso a nossa angustia aumentava, o Renan estava traumatizado, não podia ver uma pessoa vestindo branco que já começava a chorar.
Certo dia estava na sala de espera do hospital São Paulo, para passar em mais uma consulta, dessa vez era com a imunologista. Naquele dia o hospital estava lotado, todas as cadeiras estavam ocupadas, tinha criança andando, correndo por todo o corredor, uma dessas crianças chegou perto de mim e perguntou quantos meses o Renan tinha, eu respondi e logo depois ela saiu de perto, percebi que ela estava com catapora, mas não dei a mínima afinal a criança não tinha ficado nem um minuto perto de nós. Passado quinze dias, o meu filho começou a apresentar febre alta, achei que fosse mais um quadro de infecção, o que já era comum, mas dessa vez foi diferente, no outro dia ele acordou com algumas bolinhas no corpo, então que me recordei daquele dia. Liguei para a médica dele, e na mesma hora ela me mandou levá-lo ao hospital para interná-lo Ela me disse que a catapora em uma criança como ele poderia levar a morte. Fomos imediatamente ao hospital, onde permaneceu internado por mais sete dias, por fora quase não tinha estourado a pele, a catapora dele foi hemorrágica o que tornava a situação mais complicada, porque estava estourando por dentro e o sangue saia por todos os lados.
No terceiro dia de internação, a médica dele resolveu fazer uma experiência, disse que aplicaria um remédio chamado imunoglobulina na veia, para ver como o organismo dele reagiria. No outro dia ele estava muito melhor e o sangramento havia cessado, foi então que tivemos certeza que o Renan era imunodeficiente, era por esse motivo que tinha tantas infecções de repetição e ficava internado todo mês, se uma pessoa passasse perto dele e respirasse no outro dia ele estava gripado e mesmo tomando medicação o quadro infeccioso evoluía.
A partir desse dia ele começou a receber esse medicamento a cada quinze dias na veia, como é uma medicação muito cara, tínhamos que entrar com um processo na secretaria da saúde para o remédio que fosse liberado por três meses, depois a farmácia do hospital marcava o dia e a hora para retirar a medicação, não podíamos perder a data, senão perderíamos todo o processo.
Graças a Deus temos família e todos nos ajudaram nesse momento, principalmente para retirar a medicação, porque apesar do horário marcado, quando chegávamos lá tinha fila de até duzentas pessoas na nossa frente, o que levava a manhã toda para sermos atendidos.  
Todas as vezes que passamos por alguma dificuldade o Senhor sempre entrou com providência, quando menos esperávamos aparecia alguém nos oferecendo ajuda. Portanto você que esta lendo essa história, gostaria de dizer que não importa qual seja o seu problema, Deus está no controle de tudo, e Ele quer te abençoar só precisamos confiar porque o Senhor é o nosso socorro presente.

DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
(salmos 46:1)

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